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Dicas para a orientação de clientes sobre transmissões automáticas e automatizadas

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Dicas para a orientação de clientes sobre transmissões automáticas e automatizadas

aumento de veículos equipados com transmissão automática, o recente desenvolvimento da mecatrônica e a introdução do câmbio automatizado criam muitas dúvidas entre reparadores e consumidores, principalmente suas principais diferenças.

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A transmissão automática convencional já existe no Brasil desde a década de 1950, equipando veículos importados, e na década de 1960 passou a ser utilizada em veículos nacionais, tais como o Ford Galaxie, Chevrolet Opala, Dodge 1800, entre outros. Sua construção interna permitia a mudança automática de inicio em duas marchas, passando no decorrer do tempo para três e quatro marchas, depois os câmbios automáticos atuais com controle eletrônico de 5 e 6 marchas, e até mais. Neste tipo de transmissão, existem alguns componentes internos que geram uma pressão hidráulica proporcional a velocidade e aceleração do veiculo, permitindo a mudança para uma marcha imediatamente superior ou reduzindo para uma imediatamente inferior quando as condições ideais de velocidade e aceleração forem atingidas.

Já no câmbio automatizado, que está se tornando muito popular hoje em dia, utiliza-se uma transmissão mecânica normal, equipada com platô e disco de embreagem, porém com um sistema eletro-hidráulico ou eletromecânico de acionamento, com controle eletrônico. Com o advento da mecatrônica e a diminuição do tamanho físico de alguns componentes, tornou-se possível utilizar atuadores hidráulicos e elétricos que substituem o pedal da embreagem e o mecanismo de engate das marchas, que antes era operado exclusivamente pelo motorista, fazendo com que o câmbio opere automaticamente.

Sensores posicionados estrategicamente informam a uma central eletrônica a velocidade, aceleração, posição do pedal de freio, rotação do motor, e etc, que por sua vez controla os atuadores de embreagem e mudanças de maneira a executar o que antes era feito pelo motorista. Porém, o sistema continua mecânico, só que automatizado, eliminando o esforço e preocupação do motorista em executar este trabalho. O efeito para o motorista é o mesmo, embora conseguido por meios eletromecânicos.

A linha Volkswagen possui o sistema denominado I-Motion e a linha Fiat o sistema Dualogic, ambos produzidos pela Marelli, ambos eletro-hidráulicos.

A linha GM utilizou no Meriva o sistema Easytronic operado eletro mecanicamente. Atualmente utiliza no Agile e Onix o sistema Easytronic II, eletro-hidráulico, também é produzido pela Marelli.

Principais diferenças mecânicas entre os dois modelos – O câmbio automático realiza todas as funções automaticamente com o auxílio de válvulas e eletroválvulas, não necessitando de atuadores externos para execução das mudanças, e utilizando em lugar da embreagem um conversor de torque hidráulico como elemento de ligação entre o motor e as rodas. Ou seja, as engrenagens já estão acopladas entre si e os elementos internos somente mudam a ordem de entrada e reação do torque. O resultado é imediato.

O câmbio automatizado necessita de um mecanismo eletromecânico ou hidromecânico para acoplamento das engrenagens responsáveis pelas marchas, e depende de uma embreagem convencional (de acionamento mecânico) para ligação entre o motor e as rodas.

A qualidade das mudanças de uma transmissão automática é superior às de um câmbio automatizado, pois os componentes mecânicos deste último possuem certas limitações de movimento e acionamento, causando uma demora maior nas passagens de marchas, o que não acontece em um câmbio automático. Por isso, as muitas reclamações de trancos em certas condições de utilização dos câmbios automatizados.

Por também utilizar uma embreagem convencional, os câmbios automatizados sofrem maior desgaste deste item, em comparação com um câmbio automático convencional, que utiliza conversor hidráulico, e este é um ponto importante na hora da manutenção do veículo.

O mercado hoje possui também outra versão de câmbio automatizado, chamado de dupla embreagem ou DSG. Este tipo de transmissão possui dois eixos primários (eixos de entrada) e cada um é responsável pela aplicação de marchas pares e ímpares. Como a unidade mecatrônica aplica previamente a marcha imediatamente superior que será engatada a seguir no eixo correspondente, somente demora o tempo de aplicação e desligamento da embreagem relativa ao eixo a ser utilizado, reduzindo em até 10 vezes o tempo de mudança. Esta transmissão é empregada hoje no Audi A3 Sportback, no Ford Ecosport e New Fiesta. Futuramente o Focus também contará com este sistema.

Quanto às vantagens de cada sistema, podemos citar em favor do câmbio automático:

1. Maior conforto nas mudanças;

2. Maior durabilidade dos componentes de tração e engate;

3. Maior confiabilidade quando utilizado corretamente.

A favor do câmbio automatizado podemos dizer que:

1. A economia é maior em virtude da melhor transferência de torque entre motor e transmissão, devido ao acoplamento mecânico;

2. O tempo de aceleração é ligeiramente maior que a transmissão automática;

3. O custo de manutenção é ligeiramente menor comparado ao câmbio automático.

A transmissão automatizada de dupla embreagem agrega as qualidades de ambos os sistemas, com mais esportividade.

O preço do câmbio automático é cerca de 50% maior que o do câmbio automatizado, o que para as montadoras é um fator muito importante na decisão do tipo de equipamento que seus veículos oferecerão aos consumidores.

O proprietário que estiver pensando em adquirir um veículo com transmissão automática ou automatizada, deverá levar em conta estes fatores para que sua compra atinja suas expectativas e ele possa usufruir do conforto e segurança deste equipamento, hoje em dia cada vez mais comum em nossas ruas e estradas.

 

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